Espécies de Peixes Permitidos para Captura e Transporte no Brasil em 2026

Atualizado em 11/10/2026 | ⏱ 25 min de leitura

Espécies de Peixes que Podem ser Capturados e Transportados no Brasil em 2026
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O Brasil é um dos países com maior biodiversidade aquática do mundo — mais de 3.000 espécies de peixes catalogadas só na Bacia Amazônica, além de centenas de espécies marinhas ao longo dos 7.500 km de costa atlântica. É também um dos países onde a legislação pesqueira é mais rigorosa e regionalizada, o que gera dúvidas frequentes entre pescadores amadores, esportivos e iniciantes.

Saber quais espécies podem ser capturadas, quais têm tamanho mínimo, qual é a cota de transporte e quando o defeso proíbe a pesca não é apenas uma questão legal — é respeito pela natureza e pelo futuro do esporte. Pescar fora das regras é crime ambiental com pena de detenção de 1 a 3 anos, além de multas que podem chegar a dezenas de milhares de reais.

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Este guia é informativo — sempre confirme com o órgão oficial

As regulamentações de pesca no Brasil variam por estado, bacia hidrográfica e espécie, e são atualizadas frequentemente. Use este conteúdo como ponto de partida e sempre consulte o IBAMA (ibama.gov.br) e o órgão ambiental do seu estado antes de pescar.

⚖️ O marco legal da pesca no Brasil

A pesca no Brasil é regulamentada por uma série de leis federais, portarias do IBAMA e normas estaduais. Conhecê-las é o primeiro passo para pescar dentro da lei. Veja as principais:

Lei nº 11.959/2009 — Lei da Pesca

É a principal lei que regula a pesca no Brasil. Define as modalidades de pesca (profissional, amadora, esportiva e de subsistência), estabelece as categorias de pescador e determina que a pesca amadora tem finalidade de lazer ou recreação, sendo proibida a comercialização do pescado capturado.

Lei nº 9.605/1998 — Lei de Crimes Ambientais

Define como crime ambiental a pesca mediante uso de explosivos, venenos ou outros métodos proibidos, bem como pescar em período ou local vedado, capturar espécies proibidas ou quantidade superior à permitida. A pena é de detenção de 1 a 3 anos ou multa, podendo ser aplicadas cumulativamente.

Portaria IBAMA nº 4/2009

Estabelece as normas gerais para a pesca amadora no Brasil, definindo categorias (desembarcada, embarcada e subaquática), petrechos permitidos, cotas de captura e obrigações do pescador amador. É o principal documento de referência para quem pesca por lazer.

Instrução Normativa Interministerial MPA/MMA nº 9/2012

Regulamenta a pesca amadora e esportiva, reforçando as cotas de captura e transporte: 10 kg + 1 exemplar em águas continentais e estuarinas; 15 kg + 1 exemplar em águas marinhas. Define também que a pesca esportiva exige pesque-e-solte obrigatório.

Instrução Normativa IBAMA nº 10/2026

Assinada em 31 de março de 2026 e publicada no Diário Oficial em 1º de abril, estabelece regras para o controle de espécies exóticas invasoras marinhas, como o peixe-leão, o peixe-sapo e o blênio-marrom. Dispensa autorização do IBAMA para o controle populacional e incentiva a captura inclusive nos períodos de defeso, mas os exemplares não podem ser devolvidos vivos ao ambiente e devem ser abatidos antes do desembarque.

📋
Dois níveis de regulamentação

A pesca no Brasil tem regulamentação em dois níveis: federal (IBAMA e Ministério da Pesca e Aquicultura) e estadual (órgãos como IMASUL/MS, IEF/MG, IPAAM/AM, Instituto de Pesca/SP). As normas estaduais podem ser mais restritivas que as federais — e prevalece sempre a norma mais restritiva.

🪪 Licença de pesca: quem precisa e como obter

A Licença de Pesca Amadora é obrigatória para quem deseja pescar no Brasil — com algumas exceções importantes.

Categorias de licença

CategoriaDescriçãoValor (2026)
Categoria APesca desembarcada (sem embarcação)R$ 20,00/ano
Categoria BPesca embarcada (com embarcação)R$ 60,00/ano
Categoria CPesca subaquáticaR$ 60,00/ano
PermanenteAposentados e maiores de 65 anos (homens) / 60 anos (mulheres)Gratuita
EspecialMenores de 18 anos (sem direito a cota sem pagamento)Taxa reduzida

Quem está dispensado da licença

  • ✅Aposentados (independente da idade)
  • ✅Homens com 65 anos ou mais / Mulheres com 60 anos ou mais
  • ✅Pescadores que usam apenas linha de mão ou vara, linha e anzol — desembarcados e individualmente
  • ✅Indígenas em suas terras tradicionais
  • ✅Menores de 18 anos — mas sem direito à cota de captura e transporte sem pagar a taxa
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Como obter a licença

A Licença de Pesca Amadora pode ser emitida pelo site do IBAMA (ibama.gov.br), pelo aplicativo IBAMA ou em qualquer unidade presencial do órgão. Alguns estados têm sistemas próprios — como o MS Digital (Mato Grosso do Sul) e o sistema IEF (Minas Gerais). Sempre carregue a licença durante a pesca — física ou no celular.

⚖️ Cotas de captura e transporte

A cota é o limite máximo de pescado que um pescador amador pode capturar e transportar. Ela existe para evitar a pesca predatória e garantir a sustentabilidade dos estoques.

Tipo de águaCota federalObservação
Continental e estuarina10 kg + 1 exemplarRios, lagos, represas, estuários
Marinha15 kg + 1 exemplarMar aberto e costa atlântica
Pesca esportivaZero — pesque-e-solteProibido transportar qualquer exemplar
⚠️
Estados podem ter cotas mais restritivas

A cota federal de 10 kg é o limite máximo — os estados podem (e frequentemente fazem) estabelecer cotas menores. Em Mato Grosso do Sul, por exemplo, a cota para espécies nativas é de apenas 1 exemplar + 5 piranhas por pescador por dia. Sempre consulte as normas estaduais antes de pescar.

🐟 Espécies nativas mais pescadas e suas regras

As espécies nativas são as que ocorrem naturalmente nos rios e mares brasileiros. A maioria pode ser pescada fora do período de defeso, respeitando tamanho mínimo e cota. Veja as mais comuns:

🐟

Tucunaré

Cichla spp.

Um dos favoritos da pesca esportiva brasileira. Encontrado em todo o Norte e Nordeste, com grande concentração no Rio Negro e açudes nordestinos.

📏 Tamanho mínimo: 25 cm (varia por estado)
✔ Geralmente liberado
🐟

Pintado / Surubim

Pseudoplatystoma corruscans

Rei da pesca no Pantanal e bacia do Paraná. Um dos maiores bagres do Brasil, muito apreciado pelo sabor e pelo desafio da captura.

📏 Tamanho mínimo: 80 cm
⚠️ Sujeito a defeso e cota mínima
🐟

Dourado

Salminus brasiliensis

Considerado o “rei dos rios” pela agressividade e beleza. Alvo preferido dos pescadores esportivos no Paraná, Miranda e Paraguai.

📏 Tamanho mínimo: 55–60 cm
🚫 Captura proibida em MS até 31/03/2027 (Lei estadual 5.321/2019, prorrogada)
🐟

Pacu / Pacu-Caranha

Piaractus mesopotamicus

Muito popular nas represas paulistas e no Pantanal. Excelente combate e sabor reconhecido pelos pescadores.

📏 Tamanho mínimo: 40 cm
⚠️ Sujeito a defeso
🐟

Tambaqui

Colossoma macropomum

Um dos maiores peixes de escama da Amazônia. Muito apreciado na culinária regional. O defeso é um dos mais longos: outubro a março no Amazonas.

📏 Tamanho mínimo: 55 cm
⚠️ Defeso longo — verificar período
🐟

Piranha

Serrasalmus spp. / Pygocentrus spp.

Presente em rios de todo o Brasil. Em Mato Grosso do Sul, a cota específica é de 5 exemplares por pescador, independente da cota geral de nativas.

📏 Tamanho mínimo: varia por espécie
✔ Liberada fora do defeso
🐟

Robalo

Centropomus spp.

Muito apreciado na pesca costeira e estuarina. Encontrado em estuários, rios e mar ao longo de todo o litoral brasileiro.

📏 Tamanho mínimo: 40 cm
⚠️ Verificar normas estaduais costeiras
🐟

Traíra

Hoplias malabaricus

Peixe agressivo e resistente, encontrado em praticamente todos os ambientes aquáticos brasileiros. Muito usado como isca viva.

📏 Tamanho mínimo: varia por região
✔ Geralmente liberada
📏
Como medir o peixe corretamente

O tamanho do peixe é medido da ponta do focinho até a extremidade da nadadeira caudal (rabo), com o peixe esticado naturalmente. Peixes abaixo do tamanho mínimo devem ser devolvidos imediatamente ao ambiente aquático, com o mínimo de manuseio possível. Transportar peixe abaixo do tamanho mínimo é crime ambiental.

🌍 Espécies exóticas: quando são permitidas

Espécies exóticas são aquelas que não ocorrem naturalmente no ambiente onde foram introduzidas — geralmente trazidas de outros países ou outras bacias hidrográficas brasileiras. No contexto da pesca, elas têm um papel importante e contraditório: por um lado causam impacto ambiental; por outro, sua captura é incentivada exatamente para controlar suas populações.

Principais espécies exóticas e suas regras

EspécieOrigemCaptura durante defesoCota
TilápiaÁfrica✔ PermitidaSem restrição de cota
Carpa (várias espécies)Ásia/Europa✔ PermitidaSem restrição de cota
Black-bassAmérica do Norte✔ PermitidaSem restrição em muitos estados
Bagre-africanoÁfrica✔ PermitidaSem restrição de cota
Peixe-leãoIndo-Pacífico✔ Incentivada (IN 10/2026)Sem restrição — abate obrigatório antes do desembarque
Truta arco-írisAmérica do Norte⚠️ Varia por estadoVerificar normas locais
🎣
Exóticas são a salvação da pesca durante a piracema

Durante o período de defeso, quando a pesca de espécies nativas está proibida, as espécies exóticas são a única alternativa legal para quem quer pescar. Tilápia, carpa e black-bass podem ser capturadas sem restrição de quantidade na maioria dos estados brasileiros durante a piracema — tornando-se o alvo principal dos pescadores nesse período.

🚫 Espécies proibidas e ameaçadas

Algumas espécies estão completamente proibidas de serem capturadas, transportadas ou comercializadas em qualquer período do ano — independente de defeso. São espécies ameaçadas de extinção ou com populações em declínio crítico.

🚨
Capturar espécie proibida é crime ambiental grave

A captura, transporte, beneficiamento ou comercialização de espécies ameaçadas de extinção configura crime ambiental com pena de 1 a 3 anos de detenção, além de multa. Em caso de flagrante, o equipamento de pesca pode ser apreendido.

Exemplos de espécies com restrição total ou grave

  • 🚫Dourado (Mato Grosso do Sul): captura, embarque, transporte, comercialização, processamento e industrialização proibidos até 31 de março de 2027, por prorrogação da Lei estadual nº 5.321/2019. A lei admite exceções, como o pesque-e-solte, o consumo de pescadores profissionais e ribeirinhos e os exemplares criados em cativeiro.
  • 🚫Pirarucu (Arapaima gigas): proibido em boa parte da Amazônia, salvo em áreas de manejo comunitário devidamente autorizadas pelo IBAMA.
  • 🚫Jaú (Zungaro zungaro): tamanho mínimo de 80 cm na maioria das bacias e sujeito a restrições em diversas legislações estaduais.
  • 🚫Espécies da Portaria MMA nº 445/2014: lista com 475 espécies de peixes ameaçados de extinção — parcialmente atualizada por normas posteriores. Consulte sempre a lista atualizada no IBAMA.
  • 🚫Tubarões protegidos: diversas espécies como o tubarão-martelo e o tubarão-baleia têm captura proibida ou altamente restrita pela legislação federal.
  • 🚫Espécies em bacia do Rio Doce (MG): após o desastre de Mariana (2015), a pesca de espécies autóctones (nativas da bacia) está proibida por portaria do IEF/MG.

🌊 Piracema: o período mais crítico do ano

A piracema é o período de reprodução dos peixes de água doce — quando os cardumes sobem os rios em direção às cabeceiras para a desova. O termo vem do tupi e significa literalmente “subida dos peixes”. Durante esse período, a pesca de espécies nativas é proibida em todo o Brasil.

Períodos de defeso por bacia hidrográfica

Bacia / RegiãoPeríodo de defesoÓrgão regulador
Bacia do Paraná (PR, SP, MS, MG, GO)1º de novembro a 28 de fevereiroIBAMA / órgãos estaduais
Bacia do Paraguai (MS, MT)5 de novembro a 1º de marçoIMASUL / IBAMA
Bacia Amazônica (AM, PA, AC, RO, AP, TO)Novembro a março (varia por espécie)IPAAM / IBAMA
Bacia do São Francisco (MG, BA, PE, AL, SE)Outubro a fevereiroIBAMA
Minas Gerais (bacias diversas)Novembro a fevereiroIEF / SISEMA
São Paulo (bacias diversas)1º de novembro a 28 de fevereiroInstituto de Pesca / SP
📅
As datas podem mudar a cada ano

Os períodos de defeso são definidos por portaria e podem ser alterados anualmente. Sempre consulte o IBAMA e o órgão ambiental do seu estado para confirmar as datas exatas do defeso antes de planejar uma pescaria, especialmente no início da temporada de novembro.

O que é permitido durante a piracema

  • ✅Pesca de espécies exóticas (tilápia, carpa, black-bass, bagre-africano) — sem restrição de cota na maioria dos estados
  • ✅Pesca de espécies alóctones (nativas de outra bacia) — verificar normas estaduais
  • ✅Pesca em pesque-pagues devidamente licenciados com peixes de cultivo
  • 🚫Pesca de qualquer espécie nativa da bacia hidrográfica local
  • 🚫Transporte de espécies nativas — mesmo que pescadas legalmente antes do defeso
  • 🚫Pesca nas áreas de reserva permanente (200m ao redor de barragens, cachoeiras e nascentes)

🗺️ Regras específicas por região

A pesca no Brasil tem características muito distintas por região. Veja um resumo das particularidades mais importantes:

🌿 Amazônia (AM, PA, AC, RO, AP, TO)

A maior biodiversidade aquática do planeta com mais de 3.000 espécies catalogadas. O tucunaré é o principal alvo da pesca esportiva, com Barcelos/AM sendo considerada a capital mundial da pesca de tucunaré. O pirarucu só pode ser pescado em áreas de manejo comunitário autorizadas. O tambaqui tem um dos defesos mais longos: outubro a março no Amazonas.

🌊 Pantanal (MS, MT)

Mato Grosso do Sul é o estado mais regulamentado do Brasil em termos de pesca. A cota é extremamente restrita: apenas 1 exemplar de espécie nativa + 5 piranhas por pescador por dia. A captura e o transporte do dourado estão proibidos por lei estadual até 31 de março de 2027, com exceção do pesque-e-solte. Durante a piracema (novembro a março), apenas exóticas — sem cota. A Polícia Militar Ambiental realiza a Operação Piracema Georreferenciada com fiscalização intensa.

🏙️ Sudeste (SP, MG, RJ, ES)

São Paulo tem uma das redes de pesqueiros mais diversificadas, com grandes represas (Ilha Solteira, Porto Primavera, Jurumirim). O pacu é o peixe mais pescado nas represas paulistas. Em Minas Gerais, o defeso vai de novembro a fevereiro, com cota de 10 kg + 1 exemplar após o período. Atenção: na Bacia do Rio Doce, a pesca de espécies autóctones está proibida por portaria do IEF desde 2015 (desastre de Mariana).

🌊 Litoral (costa atlântica)

A pesca marinha tem cota maior (15 kg + 1 exemplar) e segue calendário próprio de defeso por espécie. A lagosta tem defeso de novembro a abril no Nordeste. O robalo e o dourado marinho têm restrições específicas. Diversas espécies de tubarão têm captura proibida ou altamente restrita pela legislação federal.

🚗 Regras de transporte do pescado

Muitos pescadores cometem infrações no transporte sem saber. Estas são as regras fundamentais:

  • 📦Quantidade máxima: respeitar a cota permitida (10 kg + 1 exemplar para águas continentais; 15 kg para águas marinhas). Qualquer excedente é infração.
  • 📏Tamanho mínimo: transportar peixes abaixo do tamanho mínimo é proibido, mesmo que a captura tenha sido acidental.
  • 🪪Documentação: carregar a licença de pesca durante todo o transporte do pescado. A fiscalização pode abordar o veículo em qualquer ponto da viagem.
  • 🧊Conservação: o pescado deve ser transportado em recipiente com gelo ou refrigerado. Transportar peixe em más condições sanitárias também é infração.
  • 🚫Durante a piracema: mesmo que o peixe tenha sido pescado legalmente antes do defeso, o transporte de espécies nativas durante o período de piracema é proibido em vários estados.
  • 📋Peixes de piscicultura: peixes oriundos de piscicultura ou pesque-pague devem ser acompanhados de nota fiscal do estabelecimento para não serem confundidos com pesca ilegal.
🚨
A fiscalização não se limita às margens do rio

A Polícia Militar Ambiental e o IBAMA podem abordar veículos em rodovias, postos de fiscalização e até em residências para verificar a origem e a quantidade do pescado. Sempre transporte o peixe dentro das cotas legais e com a documentação em ordem.

⚠️ Infrações e punições

A Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/1998) é clara e severa. Veja as principais infrações e suas consequências:

InfraçãoPena
Pescar em período de defesoDetenção de 1 a 3 anos ou multa
Pescar espécie proibida ou ameaçadaDetenção de 1 a 3 anos ou multa
Pescar acima da cota permitidaDetenção de 1 a 3 anos ou multa
Transportar peixe abaixo do tamanho mínimoDetenção de 1 a 3 anos ou multa
Usar métodos proibidos (rede, explosivo, veneno)Detenção de 1 a 3 anos ou multa agravada
Pescar sem licença (quando obrigatória)Multa administrativa
Comercializar pescado da pesca amadoraMulta e apreensão do produto
💰
As multas são calculadas por quilograma ou exemplar

Além da pena criminal, as multas administrativas do IBAMA são calculadas por quilograma de pescado ilegal ou por exemplar de espécie proibida. Um único peixe pintado abaixo do tamanho mínimo pode gerar multa de centenas de reais. Equipamentos utilizados na infração também podem ser apreendidos.

❓ Perguntas frequentes sobre pesca legal no Brasil

Posso pescar no rio sem licença usando só vara e anzol?▼
Sim. A Portaria IBAMA nº 4/2009 dispensa da licença o pescador amador desembarcado que usa, individualmente, linha de mão ou vara, linha e anzol. Menores de 18 anos também são dispensados, mas sem direito à cota de captura e transporte, a menos que paguem a taxa.
Posso pescar tilápia durante a piracema?▼
Sim. A tilápia é uma espécie exótica e não está sujeita ao defeso da piracema. Na maioria dos estados ela pode ser capturada durante o defeso sem restrição de cota, mas confira sempre a norma do seu estado.
O que é pesca esportiva e quais são suas regras?▼
É a modalidade da pesca amadora em que o pesque-e-solte é obrigatório, sendo vedado levar qualquer exemplar para casa. Não há direito à cota de transporte. Em competições, o pescador deve seguir também as regras do evento.
Como saber o tamanho mínimo de cada peixe para minha região?▼
Os tamanhos mínimos variam por espécie e bacia, e as fontes oficiais são o IBAMA e o órgão ambiental do seu estado (IMASUL, IEF, IPAAM, Instituto de Pesca). Muitos estados publicam tabelas e cartilhas em PDF. Aplicativos como o Pesca na Regra também reúnem essas informações, mas confirme sempre na fonte oficial.
Posso pescar em pesque-pague durante a piracema?▼
Sim, porque os pesque-pagues licenciados trabalham com peixes de cultivo, que não seguem o defeso. Você pode pescar e levar o peixe normalmente. Guarde a nota fiscal do estabelecimento para comprovar a origem do pescado em caso de abordagem.
Posso vender o peixe que capturei na pesca amadora?▼
Não. O pescado da pesca amadora destina-se ao consumo próprio, e a venda de qualquer quantidade é proibida, com multa e apreensão do produto. Para comercializar, é preciso ser pescador profissional registrado.
O que fazer se capturar um peixe de espécie proibida?▼
Solte imediatamente, com o mínimo de manuseio possível. Se o peixe estiver ferido pelo anzol, remova-o com cuidado e devolva o peixe à água o mais rápido possível. Nunca transporte nem mate um exemplar de espécie proibida, mesmo que a captura tenha sido acidental.

✅ Conclusão

Pescar no Brasil é um privilégio. Somos um dos países com maior biodiversidade aquática do mundo — e manter esse patrimônio depende diretamente do respeito às regras por parte de cada pescador. Conhecer a legislação não é apenas uma questão legal: é um ato de responsabilidade com as gerações futuras e com o próprio esporte.

As regras principais que todo pescador precisa conhecer são: ter a licença em dia, respeitar a cota (10 kg + 1 exemplar em rios), observar o tamanho mínimo de cada espécie, nunca pescar durante a piracema das espécies nativas e sempre transportar o pescado dentro das normas legais.

As regulamentações mudam frequentemente — sempre consulte o IBAMA (ibama.gov.br) e o órgão ambiental do seu estado antes de planejar sua próxima pescaria. Boa pesca e bom pesque-e-solte!

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